Quem sou eu

Quem sou eu
Em primeiro lugar uma pessoa grata a Deus por cada dia a mais que Ele me dá neste mundo de loucos ( sou uma deles )Depois mulher e mãe. Sempre fui apaixonada por livros e os meus são só a extensão desta paixão. Se escrevo bem, se consigo emocionar, vocês que vão dizer.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tentação ao por do Sol!

Sinopse - Tentação ao pôr do sol - The Hathaways - Livro 03 - Lisa Kleypas


Poppy Hathaway está em Londres para sua terceira temporada de eventos sociais. Como nos dois anos anteriores, ela se hospedou com a família no hotel Rutledge. E, como nos dois anos anteriores, tudo indica que retornará a Hampshire sem ter encontrado um pretendente com quem se casar.
Apesar de ser extremamente bonita e gentil, Poppy tem duas grandes desvantagens em relação às outras moças: sua inteligência deixa muitos homens acuados e o fato de vir de uma família tão pouco convencional faz com que os melhores partidos nem sequer a abordem.
Mas o destino a coloca no caminho de Harry Rutledge, um homem de passado triste, que venceu na vida por conta própria e aprendeu a encarar tudo como um negócio. O dono do hotel não ama ninguém, confia em poucos e manipula todos. Porém, mesmo sendo tudo o que Poppy nunca almejou, ela não pode negar o fascínio que sente por ele.
Quando Harry conhece Poppy, é tomado pelo desejo. Ele imediatamente tem a certeza de que a jovem será sua – e, para o bem ou para o mal, não mede esforços para que isso aconteça.
Mas fascínio e desejo não serão suficientes para construir sua história, sobretudo quando uma traição põe em jogo as bases do relacionamento. Agora, é entre quatro paredes que eles tentarão resolver problemas e anular diferenças, num romance sensual em que seu futuro juntos pode mudar a cada toque, cada encontro, cada descoberta.

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Enfeitiçadas!

Sinopse - Enfeitiçadas - As Crônicas da Bruxa Cahill - Livro 01 - Jessica Spotswood

Lançamento: Janeiro de 2014. Todo mundo conhece Cate Cahill e suas excêntricas irmãs. Muito bonitas muito reclusas e educadas demais para seu próprio bem. Mas a verdade é ainda pior: elas são bruxas. E se esse segredo for descoberto pelos padres da Irmandade, isso significará o hospício, o navio prisão ou até mesmo a morte. Antes de sua mãe morrer, Cate prometeu proteger suas irmãs. Contudo faltando apenas seis meses para a escolha entre o casamento e a Irmandade Cate pode não ser capaz de manter sua palavra, especialmente depois de ter encontrado o diário de sua mãe e ter descoberto um segredo que pode levar sua família a destruição. Desesperada para encontrar uma alternativa para seu destino Cate começa uma busca através de livros banidos e a questionar seus novos amigos rebeldes. Tudo isso enquanto faz malabarismos entre chás, propostas de casamentos chocantes e o romance proibido com o completo inadequado Finn Belastra. Se o que sua mãe escreveu é verdade, as garotas Cahill não estão seguras. Nem dos padres, nem das irmãs da Irmandade, nem mesmo uma da outra.


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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Super lançamentos da Arqueiro!

Neste fim de semana acontecerão eventos de lançamentos em 6 cidades dos livros, Album de Casamento, de Nora Roberts, e Paixão sem Limites de Abbi Glines. Confira os banners acima e veja se sua cidade está incluída. 


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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Lançamentos de Novembro Arqueiro e Sextante!


 Olá, pessoal!

Neste fim de ano recheado de novidades, a Arqueiro será comandada pelos romances e pelos policiais.

RUFEM OS TAMBORES! Vamos publicar Nora Roberts! Álbum de casamento, primeiro volume da quadrilogia Quarteto de noivas que conta a história de quatro amigas de infância, é aposta junto com Paixão sem limites, de Abbi Glines, primeiro livro do gênero New Adult da editora. E sabe o que é melhor? O preço! Álbum de casamento vai custar R$ 29,90 e Paixão sem limites apenas R$ 24,90!

Lua Vermelha, de Benjamin Percy, foi eleito um dos melhores livros de 2013 pela Amazon. E, para completar o time, chega A nascente, de Ayn Rand, autora de A revolta de Atlas.


Harlan Coben e James Patterson atacam novamente. O inocente, muito aguardado pelos fãs de Coben, é independente, não faz parte de nenhuma série. Já Patterson lança Feliz Natal, Alex Cross, quinto livro da série protagonizada pelo famoso detetive.



A corte do ar, segundo livro lançado pela Saída de Emergência Brasil, é o primeiro volume da sériesteampunk de Stephen Hunt.



 Mostrando o poder das mulheres, duas autoras nacionais chegam na Sextante: Paula Abreu, lança Escolha sua vida e promete virar sua vida de cabeça para baixo com este livro que vai destruir todas as suas desculpas para não estar vivendo a vida que gostaria; E Lígia Guerra discute temas polêmicos em Mulheres às avessas.

 Gustavo Cerbasi, autor de Pais inteligentes enriquecem seus filhos e Os segredos dos casais inteligentes, lança Investimentos inteligentesO essencial, de Costanza Pascolato, ganha uma nova edição e é o terceiro livro lançado em conjunto com a editora Jaboticaba.

 A Sextante tem ótimas dicas de Natal: A oração de São Francisco, de Anderson Cavalcante e Gabriel Perissé, Tudo sobre moda que segue o mesmo formato de Tudo sobre arte. E A batalha do Avaí, livro lindíssimo de Lilia Moritz Schwarcz que vem peloselo Sextante Artes.


O demônio e a Srta. Prym é o 12º livro de Paulo Coelho lançado pela Sextante e, acompanhado dele, Manuscrito encontrado em Accra ganha uma nova capa.



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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Lançamentos Arqueiro e Sextante! O Inocente de Harlan Coben e Mulheres as Avessas de Lígia Guerra!

Sinopse - O Inocente - Harlan Coben


Ao mesmo tempo forte e avassalador, o livro traz uma história que prende irresistivelmente a atenção - ela trata das escolhas que todos nós um dia somos obrigados a fazer e como alguns erros podem mudar nossa vida para sempre. Quando jovem, Matt Hunter matou acidentalmente um rapaz quando tentava separar uma briga. Foi preso e condenado a quatro anos de prisão. Agora, ao lado da esposa Olívia, grávida de seu primeiro filho, sua vida parece tranqüila, até que recebe misteriosas ligações em seu celular com câmera: imagens perturbadoras de Olívia e de um homem misterioso. Quando o sujeito morre com dois tiros no rosto, Matt passa a ser o principal suspeito não só desse homicídio, mas também de outros. Pois parece haver uma conexão macabra entre esses crimes e o passado de Matt... e o de Olívia também...


Clique AQUI para ler um trecho!



Sinopse - Mulheres às avessas - Relacionamentos, medos, tabus, relação com o trabalho, família - Lígua Guerra

Discutindo temas polêmicos, como a falta de desejo sexual, a inveja de outras mulheres, a retomada da própria vida após a maternidade, o sentimento de inferioridade e os problemas conjugais, este livro vai virar a sua alma pelo avesso. Nós, mulheres, vivemos cercadas de dilemas – a tão sonhada maternidade traz milhares de culpas; fazemos malabarismos para equilibrar a carreira com o casamento; a aparência física é um fantasma que nos assombra dia e noite; a sexualidade tem diversas questões mal resolvidas – e nem sempre sabemos lidar com tantas pressões. Muitas vezes, o que falta para nos livrarmos dessa roda-viva é a coragem para virar nossa alma pelo avesso e trazer à tona aquilo que realmente importa. Para isso, é necessário abrir mão do vício da infelicidade e aprender a fazer novas escolhas. É preciso que as mulheres parem de se sentir menos do que são e comecem a desbravar novos caminhos. Nesse percurso, a psicóloga Lígia Guerra estará ao nosso lado, guiando-nos passo a passo, indicando os atalhos e as armadilhas e mostrando as dificuldades e recompensas que nos aguardam mais à frente. Numa conversa franca, de mulher para mulher, Lígia expõe os medos, as angústias, os desejos e os conflitos mais comuns do universo feminino, dando conselhos valiosos para ultrapassarmos algumas das nossas maiores barreiras emocionais. “Chegou a hora de conquistar o seu lugar no mundo. Em algum momento, precisamos abrir mão das nossas seguranças exteriores para podermos crescer interiormente. Por mais lindo que seja o jardim da sua casa, a estrada da vida começa do outro lado do portão. Este é o momento de fazer a travessia.” – Lígia Guerra. 


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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Feliz Natal, Alex Cross!

É véspera de Natal, tempo de paz e fraternidade

Infelizmente nem todos pensam assim. Após deter um ladrão que estava roubando a caixa de doações da igreja, tudo o que Alex Cross quer é ter uma noite feliz com sua família. Mas, para tristeza de seus filhos, de Bree e de Nana Mama, o detetive será convocado para solucionar não apenas um, mas dois casos no feriado.

Numa bela mansão, uma família é mantida refém

Alex atravessa a cidade rumo a uma das regiões mais nobres de Washington. Henry Fowler, um famoso advogado que viu sua vida e sua carreira serem arruinadas, ameaça matar os filhos, a ex-mulher e seu novo marido. Psicótico e viciado em metanfetamina, Fowler precisa ser detido. Mas a pergunta que não sai da mente do psicólogo que habita em Cross é: o que faria alguém tão bem-sucedido afundar dessa maneira?

Envenenamento e terror na estação de trem

Convocado às pressas pelo FBI, Cross terá que capturar uma antiga inimiga: a terrorista Hala Al Dossari, que foi reconhecida por uma das câmeras da Union Station. Em pouco tempo acontecem mortes e explosões. Mas será esse ataque seu único objetivo? Ou tudo fará parte de um plano maior, capaz de gerar uma catástrofe nacional?


SOBRE O AUTOR:

Com 275 milhões de livros vendidos em mais de 100 países, James Patterson é um dos maiores escritores do mundo. Recordista de presença na lista de mais vendidos do The New York Times, é autor das consagradas séries Alex Cross e Clube das Mulheres contra o Crime.


TÍTULO ORIGINAL: Merry Christmas, Alex Cross


TRADUÇÃO: Beatriz Medina


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Facebook: /Editora.Arqueiro

Instagram: /editoraarqueiro


Assista ao booktrailer de Feliz Natal, Alex Cross: http://www.youtube.com/watch?v=ZlcK2c4q4Tg




Clique AQUI  para ler um trecho.
E
AQUI para assistir ao Trailer.
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

LANÇAMENTO: LUA VERMELHA!

Sinopse - Lua Vermelha - Benjamin Percy
Eles vivem entre nós. São os seus vizinhos, a sua mãe, o seu namorado. Eles mudam do dia para a noite. Como toda adolescente, Claire Forrester se acha meio deslocada. Quando agentes do governo invadem sua casa e matam seus pais, ela percebe o quanto é diferente. Claire pode se transformar em uma criatura semelhante a um lobo. Ela é uma licana. Patrick Gamble entra em um avião e, horas depois, desembarca como o único sobrevivente de um ataque terrorista promovido pelos licanos. Da noite para o dia, ele vira um herói nacional: o Menino-Milagre. O governador Chase Williams jura que, se for eleito presidente, protegerá o país da ameaça que aterroriza a população. Em meio ao acirramento dos conflitos entre humanos e licanos, seu discurso intensifica a discriminação. No entanto, ele vai se tornar exatamente aquilo que prometeu destruir. Cada um a seu modo, os três estão envolvidos em uma guerra que tem sido controlada com leis, violência e drogas. Mas uma rebelião está prestes a estourar, provocando mortes e destruição e entrelaçando seus destinos para sempre. Com a chegada da noite da lua vermelha, o mundo se tornará irreconhecível. A batalha pela sobrevivência da humanidade irá começar. 

Clique AQUI para ler um trecho,
E
Assista ao trailer CLICA AQUI!


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RESENHA: LIÇÕES DO DESEJO!

Sinopse - Lições do Desejo - Rothwell Brothers - Livro 02 - Madeline Hunter
Atraente, sutil e tentador, lorde Elliot Rothwell é um homem acostumado a fazer sucesso entre as mulheres e a conseguir tudo o que deseja delas. Mas isso não se aplica a Phaedra Blair. A brilhante e exótica editora não parece disposta a ceder a seu pedido e cancelar a publicação das memórias de um membro do Parlamento que podem manchar o nome da nobre família Rothwell. A pedido de seu irmão mais velho, o marquês de Easterbrook, Elliot vai a Nápoles para negociar com Phaedra. Historiador de renome e autor de livros respeitados, tudo indica que ele seja a pessoa ideal para a tarefa. Porém, em vez de encontrar a bela mulher descansando à beira do mar Tirreno, Elliot descobre que ela está presa por causa de uma acusação injusta. Graças ao prestígio da família, o nobre consegue libertá-la, mas também se torna responsável por ela até voltarem à Inglaterra. Percorrendo juntos uma das regiões mais belas e românticas da Europa, eles vão descobrir que discordam de quase tudo o que o outro pensa ou faz – exceto o que fazem juntos na cama. E, nessa aula de prazer, será cada vez mais difícil saber qual dos dois tem mais a ensinar.

Resenha:

Este é o segundo livro da série sobre os irmãos Rothwell.  
Phaedra Blair é uma mulher independente, criada a frente do seu tempo. Tanto que aos 16 anos foi morar sozinha, com o aval de sua mãe, Artemis Blair, que defendia o feminismo. Para ela as mulheres tinham os mesmo direitos que os homens, e claro, que poderiam ser totalmente independente e felizes.  Além da criação avançada para a época, Artemis por não acreditar em casamento e por suas crenças fez de Phaedra filha ilegítima de Richard Drury.um membro do parlamento. Phaedra viu em sua mãe um modelo a seguir...

Seu pai em seu leito de morte pede a ela para publicar suas memorias mas, não poderia mudar o que estava escrito de forma nenhuma.   Além de Phaedra ter o último desejo do seu pai em  mãos, acaba sendo a única herdeira da editora onde o sócio de seu pai, Merris Langton vem a falecer.  Ao ler as memorias, Phaedra percebe que o amor entre seus pais não era nada daquilo que pensava. Fica claro que poderia haver outro amante. Amante esse que deu a sua mãe uma joia. Um camafeu que retratava uma cena mitológica do deus Baco e seu séquito. Foi o objeto mais cara que sua mãe deixou ao morrer. Objeto esse que a levou a morte.

Para ir mais a fundo em tudo, Phaedra foi para Nápoles onde acaba por ser presa injustamente.
Elliot Rothwell aparece para salvar nossa mocinha. Caçula dos irmãos Rothwell, Elliot sabe desde pequeno a má fama de seu pai. Quando fica sabendo que as memorias de um cidadão poderia manchar o nome de sua família, sai a caça para tentar resolver o assunto. Aproveitando que precisava fazer uma pesquisa para seu novo livro, vai para Nápoles e segue Phaedra para convence-la a tirar pelo menos a parte referente ao seu pai.
Ao deparasse com Phaedra em uma situação delicada, usa do nome da família, para libera-la mas, fica responsável por ela até voltarem para a Inglaterra. 

Mas perigos espreitam Phaedra e para salvar sua própria vida ela acaba tendo que fazer o que nunca imaginou. Casar com Elliot! Mas como poderia casar com um homem que desaprovava sua aparência — ela só se vestia de preto — suas crenças, sua história, sua família. Enfim, ele desaprovava tudo! E além do mais, era tão contra o casamento quanto a  sua mãe!

Quer saber o desenrolar da história? Então não deixem de adquirir um exemplar do livro!

Para quem adora históricos, essa série é a pedida. Maravilhosos. Hilário! A história e uma delica. Em muitas partes me peguei rindo as gargalhadas. Parabéns a autora Madeline Hunter que sabe exatamente como nos prender do início ao fim.

O livro foi cedido pela nossa parceira Editora Arqueiro.
Não poderia deixar de falar da capa. Linda demais. Parabéns pelo capricho.


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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Novidade: Paixão sem Limite!




CAPÍTULO 1

O que eu costumava ver estacionado em frente a uma casa onde estivesse
ocorrendo uma festa eram caminhonetes com lama nos pneus,
não automóveis caros e importados. Pelo menos vinte deles ocupavam o
comprido acesso de carros daquela casa. Parei a picape Ford de quinze
anos da minha mãe em cima da grama para não atrapalhar a saída de ninguém.
Meu pai não tinha me dito que daria uma festa esta noite. Na verdade,
não tinha me dito quase nada.
Ele tampouco havia aparecido para o funeral da minha mãe. Se eu não
precisasse de um lugar para morar, não estaria ali. Tive que vender a casinha
que a minha avó nos deixara para pagar as últimas despesas médicas
da minha mãe. Tudo que me restava eram as minhas roupas e a picape.
Ligar para o meu pai depois de ele não aparecer nem uma vez sequer durante
os três anos da batalha da minha mãe contra o câncer foi complicado.
Complicado, mas necessário: ele era o único parente que me restava.
Olhei para a imensa casa de três andares situada bem em cima da areia
branca da praia de Rosemary, na Flórida. Aquela era a nova casa do meu
pai. Sua nova família. Eu não iria me encaixar ali.
De repente, alguém abriu com um tranco a porta da minha picape. Por
instinto, levei a mão até debaixo do assento e peguei a minha nove milímetros.
Levantei-a e apontei em cheio para o intruso, segurando-a com as
duas mãos e pronta para puxar o gatilho.
– Caraca... eu ia dizer que você estava perdida, mas agora digo o que
você quiser. Só guarda esse troço, por favor.
Do outro lado da minha pistola estava um sujeito de cabelos castanhos
desgrenhados presos atrás das orelhas, com as duas mãos para cima e os
olhos arregalados.
Levantei uma das sobrancelhas e mantive a pistola firme. Ainda não sabia
quem era aquele cara. Puxar a porta da picape de alguém com um tranco
não era um jeito normal de cumprimentar um desconhecido.
– Não, acho que não estou perdida. Aqui não é a casa de Abraham Wynn?
8
O sujeito engoliu em seco, nervoso.
– Hã... com esse troço apontado para a minha cara eu não consigo pensar
direito. Você está me deixando bem nervoso, meu bem. Poderia baixar
a pistola antes que aconteça um acidente?
Acidente? Sério? O cara estava começando a me irritar.
– Eu não conheço você. Está escuro aí fora e eu estou sozinha em um
lugar desconhecido. Então me desculpe se eu não me sentir muito segura
neste momento. Pode confiar em mim: não vai acontecer acidente nenhum.
Eu sei manejar uma pistola muito bem.
O cara não pareceu acreditar em mim e, agora que eu estava olhando
melhor, não me parecia realmente ameaçador. Mesmo assim, eu ainda não
estava pronta para baixar a arma.
– Abraham? – repetiu ele devagar. Começou a balançar a cabeça, então
parou. – Peraí, o padrasto novo do Rush se chama Abe. Eu o conheci antes
dele e Georgianna viajarem para Paris.
Paris? Rush? Como assim? Esperei mais explicações, mas o cara continuou
a encarar a pistola, prendendo a respiração. Com os olhos fixos nele,
baixei a arma e me certifiquei de acionar a trava de segurança antes de
guardá-la debaixo do banco do motorista. Talvez sem a pistola ele conseguisse
se concentrar e me explicar.
– Você tem porte de arma para esse troço? – perguntou ele, sem acreditar.
Eu não estava com disposição para conversar sobre o meu direito de
portar armas. Precisava de respostas.
– Abraham está em Paris? – perguntei, querendo uma confirmação.
Ele sabia que eu chegaria hoje. Tínhamos nos falado na semana anterior,
depois que vendi a casa.
O sujeito fez que sim devagar e relaxou a postura.
– Você o conhece – perguntou?
Na verdade, não. Desde que ele tinha abandonado a minha mãe e eu
havia cinco anos, eu só o vira umas duas vezes. Eu me lembrava do pai que
assistia às minhas partidas de futebol e fazia hambúrgueres na churrasqueira
do quintal para as festas dos vizinhos do bairro. O pai que eu tivera até o
dia em que a minha irmã gêmea, Valerie, morreu em um acidente de carro...
quando ele estava dirigindo. Nesse dia, ele mudou e se tornou o homem que
não me ligava para saber se eu estava bem enquanto cuidava da minha mãe
doente. Esse homem eu não conhecia. Nem um pouco.
9
– Sou a filha dele. Blaire.
O cara arregalou os olhos, jogou a cabeça para trás e riu. Qual era a graça?
Estava esperando que explicasse quando ele estendeu a mão.
– Venha cá, Blaire. Quero apresentar você a uma pessoa. Ele vai amar
saber disso.
Encarei a mão dele e estendi o braço para pegar a minha bolsa.
– Tem outra arma aí nessa bolsa? Devo avisar a todo mundo para não
te irritar?
O tom provocador da voz dele me impediu de dizer alguma grosseria.
– Você abriu a minha porta sem bater. Fiquei com medo.
– E a sua reação instantânea quando sente medo é apontar uma arma?
Caramba, menina, de onde você é? A maioria das garotas que eu conheço
daria um gritinho ou alguma coisa assim.
A maioria das meninas que ele conhecia não fora forçada a se proteger
nos últimos três anos. Precisei cuidar da minha mãe, mas não tinha ninguém
para cuidar de mim.
– Eu sou do Alabama – respondi, ignorando a mão dele e saltando sozinha
da picape.
A brisa do mar bateu no meu rosto e o cheiro salgado da praia era inconfundível.
Eu nunca tinha visto uma praia. Pelo menos não ao vivo. Apenas
em fotos e filmes, mas o cheiro era exatamente o que eu imaginava que seria.
– Quer dizer então que é verdade o que dizem sobre as meninas de Bama
– retrucou ele e isso me chamou a atenção.
– Como assim?
Ele desceu os olhos pelo meu corpo e tornou a subir até o meu rosto.
Abriu um sorriso.
– Jeans justo, camiseta sem manga e uma pistola. Caramba, acho que
errei de estado.
Revirei os olhos e abri a traseira da picape. Tinha uma mala e várias caixas
que precisava levar para a Legião da Boa Vontade.
– Deixe eu te ajudar.
Ele deu a volta e estendeu as mãos para dentro da caçamba da picape
para pegar a mala que a minha mãe mantivera guardada no armário para
a “viagem de carro” que nunca chegamos a fazer. Ela vivia dizendo que
um dia iríamos atravessar o país e subir a costa oeste. Isso foi antes de ela
ficar doente.
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Espantei essas lembranças e me concentrei no presente.
– Obrigada, hã... acho que não sei o seu nome.
O cara puxou a mala e se virou de volta para mim.
– Como assim? Esqueceu de perguntar quando estava com a arma apontada
para a minha cara?
Dei um suspiro. Bem, talvez eu tenha exagerado um pouco com a pistola,
mas ele me assustara.
– Meu nome é Grant. Eu sou... hã... amigo do Rush.
– Rush? – O mesmo nome outra vez. – Quem é Rush?
O sorriso de Grant tornou a se abrir.
– Você não sabe quem é Rush? – Ele estava achando muita graça. – Porra,
que bom que eu vim aqui hoje. – Ele virou a cabeça em direção à casa.
– Vamos. Vou apresentar você.
Fui andando ao seu lado enquanto ele me conduzia até a casa. Quando
nos aproximamos, a música lá dentro ficou mais alta. Se o meu pai não
estava lá, quem estaria? Georgianna era a mulher dele, mas isso era tudo o
que eu sabia. Será que aquela festa era dos filhos dela? Quantos anos eles
tinham? Georgianna tinha filhos, não tinha? Eu não me lembrava. Meu
pai fora muito vago ao falar dela. Dissera que eu iria gostar da minha nova
família, mas não mencionou quem era essa família exatamente.
– Esse Rush mora aqui? – perguntei.
– Mora. Bem, pelo menos no verão. Ele se muda para as suas outras casas
conforme a estação.
– Outras casas?
Grant deu uma risada.
– Você não sabe nada sobre a família para a qual o seu pai entrou, né,
Blaire?
Mal sabia ele. Fiz que não com a cabeça.
– Então, rápida miniaula antes de entrarmos na loucura – disse ele, parando
no alto da escada que conduzia à porta da frente e olhando para
mim. – Rush Finlay é o seu irmão postiço. É filho único do famoso baterista
do Slacker Demon, Dean Finlay. Os pais dele nunca se casaram. A mãe,
Georgianna, era groupie quando jovem. Essa casa é dele. A mãe mora aqui
porque ele deixa. – Ele parou e olhou para a porta bem na hora em que ela
se abriu. – E toda essa gente aqui é amiga dele.

Editora Arqueiro.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Casamento do Ano!



p r ó l o g o

Aos 8 anos, Mackensie Elliot já havia se casado catorze vezes. Casou-
-se mais de uma vez com cada uma das suas três melhores amigas – fazendo
papel ora da noiva, ora do noivo –, com o irmão de uma delas (sob
protestos do garoto), com dois cachorros, três gatos e um coelho.
Em outros tantos matrimônios, foi dama de honra, madrinha, padrinho
e até celebrante.

Nenhum desses casamentos durou mais que uma tarde, mas as separações
foram sempre amigáveis. O caráter transitório do casamento não chegava
a ser uma surpresa para Mac, uma vez que seus pais já tinham passado
por isso duas vezes cada um – até agora.

O Casamento não era a sua brincadeira predileta, mas adorava fazer o
papel de padre, pastor ou juiz de paz, ou até mesmo de rabino, depois que
foi ao bar mitzvah do sobrinho da segunda mulher de seu pai.
Além do mais, gostava dos cupcakes, dos biscoitinhos decorados e da
limonada que sempre eram servidos nas recepções.

Essa era a brincadeira favorita de Parker. O Casamento sempre acontecia
na propriedade dos Browns, em meio àqueles enormes jardins, os belos
bosques e o laguinho prateado. Nos invernos gelados de Connecticut, o
casamento por vezes se dava em frente a uma das lareiras crepitantes da
mansão.

As cerimônias podiam ser simples ou bem elaboradas – casamentos
reais, noivos que tinham fugido para casar, com tema circense ou de navio
pirata. Todas as ideias eram avaliadas a sério e votadas, e nenhum tema ou
traje era considerado exagerado.

Ainda assim, com catorze casamentos no currículo, Mac já estava ficando
meio cansada dessa brincadeira.
Até um certo momento decisivo.

Quando ela fez 8 anos, seu pai encantador e quase sempre ausente enviou-
lhe de presente uma câmera Nikon. Mac nunca manifestara qualquer
interesse por fotografia, então, no início, deixou a câmera de lado, junto
com outros presentes esquisitos que o pai lhe dera ou enviara desde o 
divórcio. 

Mas a mãe de Mac comentou sobre o presente com a mãe dela, e
a avó resmungou, censurando aquele “irresponsável e inútil do Geoffrey
Elliot” e sua falta de bom senso ao dar uma câmera de adulto para uma
menininha que com certeza ia gostar mais de ganhar uma Barbie.

Como, por princípio, sempre discordava da avó, Mac acabou se interessando
pela câmera. Só para irritá-la – a avó tinha ido visitá-las naquele
verão, em vez de ficar no lar para idosos em Scottsdale, que, na cabeça de
Mac, era o seu lugar –, a menina começou a levar a Nikon para onde quer
que fosse. Brincava com ela, fazia experimentos.

Tirou fotos do quarto, dos próprios pés, das amigas. As imagens ficavam desfocadas e escuras, sem
definição e descoloridas. Como não teve muito sucesso e pelo iminente divórcio
da mãe e do padrasto, Mac acabou perdendo um pouco do interesse
pela Nikon. Dessa forma, mesmo muitos anos mais tarde não sabia dizer o
motivo de ter levado a câmera para a casa de Parker naquela bela tarde de
verão em que brincaram de Casamento.

Todos os detalhes de um tradicional casamento no jardim tinham sido
planejados. Emmaline, a noiva, e Laurel, que seria o noivo, trocariam seus
votos sob o caramanchão coberto de rosas. Emma usaria o véu e a cauda de
renda feitos pela mãe de Parker com uma toalha de mesa antiga, e Harold,
o velho e amável golden retriever de Parker, levaria a noiva ao altar.

Um monte de Barbies, Kens e outros bonecos, além de muitos bichinhos
de pelúcia, foram dispostos pelo caminho para se passarem por convidados.
– É uma cerimônia íntima – comunicou Parker um pouco atrapalhada
com o véu de Emma. – Seguida de uma pequena recepção ali no pátio. Mas
onde se meteu o padrinho?

Laurel, que tinha acabado de esfolar o joelho, apareceu por trás de três
arbustos de hortênsias.
– Ele fugiu e subiu numa árvore atrás de um esquilo. Não consegui fazê-
-lo descer.
Parker revirou os olhos.
– Vou buscá-lo. Você não pode ver a noiva antes do casamento. Dá azar.
Mac, ajude Emma a pôr o véu e leve o buquê para ela. Laurel e eu vamos
tirar o Sr. Peixe da árvore.
– Eu preferia ir nadar – disse Mac, puxando distraída o véu de Emma.
– Podemos ir depois que eu me casar.
– É, podemos. Você não está cansada de se casar?
9
– Ah, não me importo. E tem um cheirinho tão bom aqui. Está tudo
muito bonito.
Mac entregou a Emma o buquê de dentes-de-leão amarelos que tiveram
permissão para arrancar.
– Você está linda.

Era a mais pura verdade. O cabelo escuro e brilhoso de Emma contrastava
com a renda branca. Seus olhos, de um castanho profundo, reluziam,
enquanto ela cheirava o ramo de dentes-de-leão. Estava bronzeada, com
a pele dourada, pensou Mac, meio infeliz com seu próprio tom branco-
-leitoso.

Era a maldição dos ruivos, dizia a mãe, pois ela herdara do pai aquele
cabelo cor de cenoura. Mac era alta para os seus 8 anos e magra como um
palito, e ainda por cima usava aparelho nos dentes.

Achava que, do seu lado, Emmaline parecia uma princesa cigana.
Parker e Laurel voltaram, dando umas risadinhas, com o padrinho felino
nos braços da dona.

– Todos em seus lugares. – Parker passou o gato para Laurel. – Mac,
você precisa ir se vestir. Emma...
– Não quero ser dama de honra. – Mac olhava para o vestido rodado de
Cinderela, dobrado no banco do jardim. – Esse negócio é quente e pinica.
Por que o Sr. Peixe não pode ser a dama de honra e eu, o padrinho?

– Porque já tínhamos combinado. Todos ficam nervosos antes de um
casamento. – Parker jogou para trás suas longas marias-chiquinhas castanhas
e se pôs a examinar o vestido, procurando algum pedaço rasgado
ou manchado. Com ar satisfeito, entregou-o a Mac. – Está tudo bem. Vai
ser uma linda cerimônia, repleta de amor verdadeiro, e eles viverão felizes
para sempre.
– Minha mãe diz que essa história de felizes para sempre é conversa
fiada.

Houve um momento de silêncio após a afirmação de Mac. A palavra
divórcio, embora não dita, pairou no ar.

– Não necessariamente. – Com os olhos cheios de compaixão, Parker se
aproximou e fez um carinho no braço de Mac.
– Não quero pôr esse vestido. Não quero ser dama de honra. Eu...
– Ok. Tudo bem. Podemos fingir que temos uma dama de honra e talvez
você possa tirar fotos.

Mac olhou para a câmera que nem se lembrava de ter pendurado no
pescoço.
– Elas nunca ficam boas.
– Talvez fiquem desta vez. Vai ser divertido. Você pode ser a fotógrafa
oficial do casamento.

– Tire uma foto minha com o Sr. Peixe – pediu Laurel, encostando a
carinha do gato na dela. – Tire, Mac!
Sem o menor entusiasmo, Mac ergueu a câmera e apertou o botão.

– Devíamos ter pensado nisso antes! Você pode tirar fotos oficiais da
noiva e do noivo e outras tantas durante a cerimônia. – Entretida com essa
nova ideia, Parker pendurou a roupa de Cinderela no arbusto de hortênsias.
– Vai ser legal, vai ser bem divertido. Você vai ter que entrar com a
noiva e o Harold. Tente fazer umas fotos boas. Vou esperar e só depois ligo
o som. Vamos lá!

Haveria cupcakes e limonada, Mac lembrava a si mesma. E depois iriam
nadar e se divertir. Não importava que essa história de fotografia fosse uma
bobagem nem que a avó estivesse certa e ela fosse nova demais para ter
uma câmera.

Não importava que a mãe estivesse se divorciando de novo ou que o
padrasto, um sujeito legal, já tivesse saído de casa.
E não importava que ser feliz para sempre fosse conversa fiada, porque,
afinal, era tudo fingimento mesmo.

Mac tentou tirar fotos de Emma e do prestativo Harold, imaginando
que, quando fosse buscar as revelações, veria aquelas imagens desfocadas e
com manchas do seu polegar, como sempre acontecia.

Quando a música começou a tocar, sentiu-se mal por não ter se enfiado
naquele vestido que pinicava para ser a dama de honra de Emma, só porque
sua mãe e sua avó a tinham deixado de mau humor. Então, se esforçou
o máximo que pôde para tirar uma bela foto de Harold caminhando com
Emma pelo jardim.

Através das lentes tudo era diferente, pensou: o modo como podia focar
o rosto de Emma, o jeito como o véu se moldava ao cabelo dela e a beleza
dos raios de sol brilhando na renda.
Mac tirou mais fotos quando Parker pôs “Dearly Beloved” para tocar, no
momento em que, diante do reverendo Whistledown, Emma e Laurel se deram
as mãos e Harold se aninhou para dormir e roncar aos pés das meninas.

Ela percebeu como o cabelo de Laurel era sedoso, como o sol refletia
nas pontas da cartola preta que ela usava para compor seu papel de noivo
e também como os bigodes do Sr. Peixe mexiam sempre que ele bocejava.

Tudo isso estava diante de Mac, mas algo também aconteceu dentro
dela. Suas três amigas estavam reunidas debaixo do caramanchão coberto
de rosas brancas, formando um trio de meninas bonitas. Um instinto qualquer
fez Mac mudar de lugar só um pouquinho, inclinando ligeiramente a
câmera. Ela não sabia que aquilo era uma composição, só achou que, pelas
lentes, ficava mais bonito assim.

Então, uma borboleta azul cruzou seu campo de visão e foi pousar no
ramalhete de flores amarelas que Emma segurava. Ao mesmo tempo, os
três rostos debaixo das rosas brancas revelaram uma expressão de surpresa
e prazer.
Mac apertou o botão.

Dessa vez tinha certeza de que a imagem não ia ficar desfocada, escura,
sem definição ou descolorida. Seu polegar não taparia a lente. Sabia
exatamente como a foto ia ficar, sabia que a avó, no fim das contas, estava
errada.

Ser feliz para sempre talvez fosse conversa fiada, mas ela sabia que queria
tirar mais fotos de momentos que fossem felizes. Porque, assim, eles permaneceriam
para sempre.

O livro promete! Ansiosa para ler e vocês?

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