Quem sou eu

Quem sou eu
Em primeiro lugar uma pessoa grata a Deus por cada dia a mais que Ele me dá neste mundo de loucos ( sou uma deles )Depois mulher e mãe. Sempre fui apaixonada por livros e os meus são só a extensão desta paixão. Se escrevo bem, se consigo emocionar, vocês que vão dizer.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Casamento do Ano!



p r ó l o g o

Aos 8 anos, Mackensie Elliot já havia se casado catorze vezes. Casou-
-se mais de uma vez com cada uma das suas três melhores amigas – fazendo
papel ora da noiva, ora do noivo –, com o irmão de uma delas (sob
protestos do garoto), com dois cachorros, três gatos e um coelho.
Em outros tantos matrimônios, foi dama de honra, madrinha, padrinho
e até celebrante.

Nenhum desses casamentos durou mais que uma tarde, mas as separações
foram sempre amigáveis. O caráter transitório do casamento não chegava
a ser uma surpresa para Mac, uma vez que seus pais já tinham passado
por isso duas vezes cada um – até agora.

O Casamento não era a sua brincadeira predileta, mas adorava fazer o
papel de padre, pastor ou juiz de paz, ou até mesmo de rabino, depois que
foi ao bar mitzvah do sobrinho da segunda mulher de seu pai.
Além do mais, gostava dos cupcakes, dos biscoitinhos decorados e da
limonada que sempre eram servidos nas recepções.

Essa era a brincadeira favorita de Parker. O Casamento sempre acontecia
na propriedade dos Browns, em meio àqueles enormes jardins, os belos
bosques e o laguinho prateado. Nos invernos gelados de Connecticut, o
casamento por vezes se dava em frente a uma das lareiras crepitantes da
mansão.

As cerimônias podiam ser simples ou bem elaboradas – casamentos
reais, noivos que tinham fugido para casar, com tema circense ou de navio
pirata. Todas as ideias eram avaliadas a sério e votadas, e nenhum tema ou
traje era considerado exagerado.

Ainda assim, com catorze casamentos no currículo, Mac já estava ficando
meio cansada dessa brincadeira.
Até um certo momento decisivo.

Quando ela fez 8 anos, seu pai encantador e quase sempre ausente enviou-
lhe de presente uma câmera Nikon. Mac nunca manifestara qualquer
interesse por fotografia, então, no início, deixou a câmera de lado, junto
com outros presentes esquisitos que o pai lhe dera ou enviara desde o 
divórcio. 

Mas a mãe de Mac comentou sobre o presente com a mãe dela, e
a avó resmungou, censurando aquele “irresponsável e inútil do Geoffrey
Elliot” e sua falta de bom senso ao dar uma câmera de adulto para uma
menininha que com certeza ia gostar mais de ganhar uma Barbie.

Como, por princípio, sempre discordava da avó, Mac acabou se interessando
pela câmera. Só para irritá-la – a avó tinha ido visitá-las naquele
verão, em vez de ficar no lar para idosos em Scottsdale, que, na cabeça de
Mac, era o seu lugar –, a menina começou a levar a Nikon para onde quer
que fosse. Brincava com ela, fazia experimentos.

Tirou fotos do quarto, dos próprios pés, das amigas. As imagens ficavam desfocadas e escuras, sem
definição e descoloridas. Como não teve muito sucesso e pelo iminente divórcio
da mãe e do padrasto, Mac acabou perdendo um pouco do interesse
pela Nikon. Dessa forma, mesmo muitos anos mais tarde não sabia dizer o
motivo de ter levado a câmera para a casa de Parker naquela bela tarde de
verão em que brincaram de Casamento.

Todos os detalhes de um tradicional casamento no jardim tinham sido
planejados. Emmaline, a noiva, e Laurel, que seria o noivo, trocariam seus
votos sob o caramanchão coberto de rosas. Emma usaria o véu e a cauda de
renda feitos pela mãe de Parker com uma toalha de mesa antiga, e Harold,
o velho e amável golden retriever de Parker, levaria a noiva ao altar.

Um monte de Barbies, Kens e outros bonecos, além de muitos bichinhos
de pelúcia, foram dispostos pelo caminho para se passarem por convidados.
– É uma cerimônia íntima – comunicou Parker um pouco atrapalhada
com o véu de Emma. – Seguida de uma pequena recepção ali no pátio. Mas
onde se meteu o padrinho?

Laurel, que tinha acabado de esfolar o joelho, apareceu por trás de três
arbustos de hortênsias.
– Ele fugiu e subiu numa árvore atrás de um esquilo. Não consegui fazê-
-lo descer.
Parker revirou os olhos.
– Vou buscá-lo. Você não pode ver a noiva antes do casamento. Dá azar.
Mac, ajude Emma a pôr o véu e leve o buquê para ela. Laurel e eu vamos
tirar o Sr. Peixe da árvore.
– Eu preferia ir nadar – disse Mac, puxando distraída o véu de Emma.
– Podemos ir depois que eu me casar.
– É, podemos. Você não está cansada de se casar?
9
– Ah, não me importo. E tem um cheirinho tão bom aqui. Está tudo
muito bonito.
Mac entregou a Emma o buquê de dentes-de-leão amarelos que tiveram
permissão para arrancar.
– Você está linda.

Era a mais pura verdade. O cabelo escuro e brilhoso de Emma contrastava
com a renda branca. Seus olhos, de um castanho profundo, reluziam,
enquanto ela cheirava o ramo de dentes-de-leão. Estava bronzeada, com
a pele dourada, pensou Mac, meio infeliz com seu próprio tom branco-
-leitoso.

Era a maldição dos ruivos, dizia a mãe, pois ela herdara do pai aquele
cabelo cor de cenoura. Mac era alta para os seus 8 anos e magra como um
palito, e ainda por cima usava aparelho nos dentes.

Achava que, do seu lado, Emmaline parecia uma princesa cigana.
Parker e Laurel voltaram, dando umas risadinhas, com o padrinho felino
nos braços da dona.

– Todos em seus lugares. – Parker passou o gato para Laurel. – Mac,
você precisa ir se vestir. Emma...
– Não quero ser dama de honra. – Mac olhava para o vestido rodado de
Cinderela, dobrado no banco do jardim. – Esse negócio é quente e pinica.
Por que o Sr. Peixe não pode ser a dama de honra e eu, o padrinho?

– Porque já tínhamos combinado. Todos ficam nervosos antes de um
casamento. – Parker jogou para trás suas longas marias-chiquinhas castanhas
e se pôs a examinar o vestido, procurando algum pedaço rasgado
ou manchado. Com ar satisfeito, entregou-o a Mac. – Está tudo bem. Vai
ser uma linda cerimônia, repleta de amor verdadeiro, e eles viverão felizes
para sempre.
– Minha mãe diz que essa história de felizes para sempre é conversa
fiada.

Houve um momento de silêncio após a afirmação de Mac. A palavra
divórcio, embora não dita, pairou no ar.

– Não necessariamente. – Com os olhos cheios de compaixão, Parker se
aproximou e fez um carinho no braço de Mac.
– Não quero pôr esse vestido. Não quero ser dama de honra. Eu...
– Ok. Tudo bem. Podemos fingir que temos uma dama de honra e talvez
você possa tirar fotos.

Mac olhou para a câmera que nem se lembrava de ter pendurado no
pescoço.
– Elas nunca ficam boas.
– Talvez fiquem desta vez. Vai ser divertido. Você pode ser a fotógrafa
oficial do casamento.

– Tire uma foto minha com o Sr. Peixe – pediu Laurel, encostando a
carinha do gato na dela. – Tire, Mac!
Sem o menor entusiasmo, Mac ergueu a câmera e apertou o botão.

– Devíamos ter pensado nisso antes! Você pode tirar fotos oficiais da
noiva e do noivo e outras tantas durante a cerimônia. – Entretida com essa
nova ideia, Parker pendurou a roupa de Cinderela no arbusto de hortênsias.
– Vai ser legal, vai ser bem divertido. Você vai ter que entrar com a
noiva e o Harold. Tente fazer umas fotos boas. Vou esperar e só depois ligo
o som. Vamos lá!

Haveria cupcakes e limonada, Mac lembrava a si mesma. E depois iriam
nadar e se divertir. Não importava que essa história de fotografia fosse uma
bobagem nem que a avó estivesse certa e ela fosse nova demais para ter
uma câmera.

Não importava que a mãe estivesse se divorciando de novo ou que o
padrasto, um sujeito legal, já tivesse saído de casa.
E não importava que ser feliz para sempre fosse conversa fiada, porque,
afinal, era tudo fingimento mesmo.

Mac tentou tirar fotos de Emma e do prestativo Harold, imaginando
que, quando fosse buscar as revelações, veria aquelas imagens desfocadas e
com manchas do seu polegar, como sempre acontecia.

Quando a música começou a tocar, sentiu-se mal por não ter se enfiado
naquele vestido que pinicava para ser a dama de honra de Emma, só porque
sua mãe e sua avó a tinham deixado de mau humor. Então, se esforçou
o máximo que pôde para tirar uma bela foto de Harold caminhando com
Emma pelo jardim.

Através das lentes tudo era diferente, pensou: o modo como podia focar
o rosto de Emma, o jeito como o véu se moldava ao cabelo dela e a beleza
dos raios de sol brilhando na renda.
Mac tirou mais fotos quando Parker pôs “Dearly Beloved” para tocar, no
momento em que, diante do reverendo Whistledown, Emma e Laurel se deram
as mãos e Harold se aninhou para dormir e roncar aos pés das meninas.

Ela percebeu como o cabelo de Laurel era sedoso, como o sol refletia
nas pontas da cartola preta que ela usava para compor seu papel de noivo
e também como os bigodes do Sr. Peixe mexiam sempre que ele bocejava.

Tudo isso estava diante de Mac, mas algo também aconteceu dentro
dela. Suas três amigas estavam reunidas debaixo do caramanchão coberto
de rosas brancas, formando um trio de meninas bonitas. Um instinto qualquer
fez Mac mudar de lugar só um pouquinho, inclinando ligeiramente a
câmera. Ela não sabia que aquilo era uma composição, só achou que, pelas
lentes, ficava mais bonito assim.

Então, uma borboleta azul cruzou seu campo de visão e foi pousar no
ramalhete de flores amarelas que Emma segurava. Ao mesmo tempo, os
três rostos debaixo das rosas brancas revelaram uma expressão de surpresa
e prazer.
Mac apertou o botão.

Dessa vez tinha certeza de que a imagem não ia ficar desfocada, escura,
sem definição ou descolorida. Seu polegar não taparia a lente. Sabia
exatamente como a foto ia ficar, sabia que a avó, no fim das contas, estava
errada.

Ser feliz para sempre talvez fosse conversa fiada, mas ela sabia que queria
tirar mais fotos de momentos que fossem felizes. Porque, assim, eles permaneceriam
para sempre.

O livro promete! Ansiosa para ler e vocês?

E ai, gostaram? Deixem seus comentários!

1 comentários:

Gladys Sena disse...

Essa série está sendo bem esperada...

Te espero lá no meu cantinho, =D
http://meuhobbyliterario.blogspot.com.br/

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